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FUNDASP publica nova política de estímulo e permanência de docentes negros e indígenas

A FUNDASP divulgou oficialmente, na manhã deste dia 28/7, a Política Institucional de Estímulo à Permanência de Docentes Negros e Indígenas das Mantidas da Fundação São Paulo – PUC-SP e Centro Universitário Assunção – “Profa. Dra. Josildeth Gomes Consorte” (Clique aqui para acessar).

Pioneira no país entre as Instituições de Ensino Superior, ela cria condições efetivas e dotação orçamentária anual específica para promover o ingresso, a permanência, a formação continuada, a internacionalização acadêmica e a produção científica de docentes autodeclarados negros e indígenas, nas Mantidas FUNDASP.

As ações estruturantes previstas pela nova Política incluem programas de Aperfeiçoamento, Fomento à Internacionalização da Pesquisa, Bolsas de Produtividade em Pesquisa e Auxílio à Participação em Eventos Acadêmicos Internacionais.

“A sociedade tem uma dívida histórica com os brasileiros negras, negros e indígenas. Mais uma vez colocamos nossas Mantidas na vanguarda para enfrentar esta realidade, estabelecendo não apenas um benefício a um grupo de docentes, mas uma política institucional”, afirma o Diretor Executivo da FUNDASP, pe. Rodolpho Perazzolo, que também destacou a forma como o processo se realizou.

“É uma alegria ter construído essa Política em conjunto com docentes de ambas as Mantidas e também com eles poder implementá-la daqui para frente. Esperamos que nossa experiência traga diversidade às nossas Instituições e inspire outras pelo Brasil afora”, destaca pe. Rodolpho.

Instituições Antirracistas

Para o desenvolvimento da Política foram levados em conta dados institucionais que demonstraram a existência de uma sub-representação de docentes negros e indígenas na PUC-SP e no Assunção, assim como obstáculos estruturais para sua permanência e progressão acadêmica.

A partir deste contexto, a FUNDASP decidiu atuar para uma efetiva consolidação de Mantidas institucionalmente antirracistas, plurais e socialmente comprometidas, além de enfrentar desigualdades raciais estruturais que impactam o desenvolvimento da carreira docente.

Os termos da nova Política foram debatidos e elaborados em parceria com uma Comissão de Ações Afirmativas de Docentes Negros, criada pela FUNDASP em março de 2026. A Política deve começar a ser implementada ainda este ano e será progressivamente desenvolvida, monitorada e aperfeiçoada.

Para garantir lisura e transparência ao processo, a Mantenedora também instalará, junto ao Setor de Desenvolvimento Humano, um Comitê de Heteroidentificação, integrado por docentes de ambas as Mantidas e especialistas externos. O grupo deverá definir os critérios de elegibilidade dos interessados em participar dos programas de fomento.

“Esta é uma política inédita entre as instituições brasileiras e que se equipara às das grandes agências de fomento. Permite que os professores se desenvolvam, do ponto de vista científico, e sobretudo, que suas pesquisas reverberem também para fora dos nossos muros. A sociedade certamente será beneficiada por isso”, afirma Fábio Mariano, coordenador do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania (NDHC/FUNDASP) e da Comissão de Ações Afirmativas de Docentes Negros.

Clique aqui e leia também notícia sobre o evento de lançamento da política, realizado na sede da FUNDASP no final de junho com a presença de diversos docentes.