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Meio ambiente – 16 de setembro Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio

A vida no planeta Terra depende do gás Ozônio, localizado na estratosfera, a aproximadamente 20-30Km de altitude. Essa camada funciona como um verdadeiro escudo protetor da Terra, pois absorve grande parte da radiação ultravioleta (UV) nociva proveniente do Sol.

Diversas pesquisas demonstram que determinadas atividades humanas contribuem para a redução da concentração de ozônio na estratosfera. A diminuição dessa camada pode trazer consequências para a saúde humana, dos animais, das plantas e dos ecossistemas.

Felizmente, autoridades e organizações internacionais, empresas e países de todo o mundo vêm adotando medidas para reduzir esse risco e proteger a camada de ozônio para as gerações presentes e futuras.

Mas, afinal, o que é a camada de ozônio e quais cuidados devemos ter para preservá-la?

 

O que é a camada de ozônio?

O ozônio (O3) é um dos gases que se concentram ao redor do planeta e na estratosfera. Embora esteja presente em diferentes regiões da atmosfera, é na estratosfera que se concentra a maior parte do ozônio atmosférico, formando o que conhecemos como camada de ozônio.

O O3 barra 100% da radiação UVC altamente energética e invisível aos olhos humanos antes que ela atinja a superfície terrestre. Também filtra cerca de 90% o UVB, sendo este responsável por queimaduras solares, envelhecimento e risco de câncer de pele.

 

Quais seriam as consequências para os seres humanos se o UVC chegasse até a superfície?

A radiação ultravioleta de alta energia pode provocar danos ao material genético das células e causar lesões em organismos vivos.

Nos seres humanos, a exposição intensa à radiação UV pode causar danos ao DNA, lesões na pele e nos olhos e aumentar o risco de doenças, incluindo o câncer de pele.

Nas plantas, a radiação UV em excesso pode prejudicar processos fisiológicos, como a fotossíntese, afetando o crescimento e o desenvolvimento vegetal e podendo provocar impactos na produtividade dos ecossistemas e dos sistemas agrícolas.

Nos animais e nos ecossistemas, o aumento da radiação UV pode provocar efeitos sobre organismos sensíveis, interferindo em processos biológicos e contribuindo para alterações nas cadeias alimentares e no funcionamento dos ecossistemas.

 

Em 1977, cientistas britânicos alertaram sobre a existência de um buraco na camada de ozônio na região da Antártida.

Mas o que reage com ozônio tornando-a mais fina ao redor do mundo?

Os clorofluorcarbonetos (CFCs), encontrados em aerossóis e equipamentos de refrigeração. Estes, quando chegam na estratosfera, sofrem a ação do UV desintegrando-se, liberando cloro que reage com o ozônio, formando o monóxido de cloro e oxigênio. Diminuindo o ozônio, a superfície da Terra perde seu escudo protetor.

Os óxidos nítricos e nitrosos e o gás carbônico, emitidos principalmente pelo uso de combustíveis fósseis (petróleo, gás natural e carvão), também são nocivos à camada de ozônio.

 

O que está sendo feito para evitar a destruição da camada de ozônio pelas Substâncias Destruidoras da Camada de Ozônio?

Em 16 de setembro de 1987, 46 países assinaram o Protocolo de Montreal, tratado internacional que busca proteger a camada de ozônio por meio da eliminação das substâncias que a destroem, como os CFCs. Como resultado dos esforços de países e indústrias, as emissões dessas substâncias caíram de 1,46 milhão de toneladas, em 1988, para 260 mil toneladas em 2000.

Segundo avaliações da ONU Meio Ambiente e da Organização Meteorológica Mundial, a camada de ozônio apresenta sinais de recuperação. Estima-se que essa recuperação avance entre 1% e 3% a cada dez anos. Mantidas as medidas do Protocolo de Montreal, a recuperação poderá ocorrer até aproximadamente 2060.

Os clorofluorcarbonetos (CFCs) foram substituídos gradualmente por outras substâncias refrigerantes. Entre elas estão hidrofluorcarbonos (HFCs) e hidrofluoroolefinas (HFOs), além do uso crescente de fluidos refrigerantes naturais (propano e isobutano) que apresentam baixo potencial de aquecimento global em comparação com muitos refrigerantes sintéticos.

No Brasil, o HCFC-22 está em processo de eliminação. O cronograma estabelece o fim da importação e do consumo de HCFCs até 2030, enquanto a eliminação dos estoques e resíduos remanescentes está prevista para ocorrer até 2040.

Além das ações realizadas por países e organizações, a sociedade também pode adotar atitudes simples no dia a dia para contribuir com a proteção da camada de ozônio e a redução dos impactos ambientais:

♦ Evitar produtos que contenham clorofluorcarbonetos em sua composição (CFCs);

♦ Realizar a manutenção adequada de equipamentos de refrigeração e climatização, evitando vazamentos;

♦ Garantir o recolhimento e a destinação adequada dos refrigerantes durante a manutenção ou descarte dos equipamentos de ar condicionado;

♦ Informar-se sobre o refrigerante utilizado no ar condicionado e, quando houver substituição do equipamento, priorizar tecnologias com menor impacto sobre o ozônio e o clima.

 

Saiba mais:

https://www.fiotec.fiocruz.br/pt/noticias/outros/dia-internacional-para-preservacao-da-camada-de-ozonio-como-ajudar

https://www.neoenergia.com/w/camada-de-ozonio-o-que-e-funcao-importancia-e-dicas-de-preservacao

https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/world-of-change/ozone-hole/

 

 

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