FUNDASP adere ao Pacto Ninguém se Cala, do Ministério Público de São Paulo
A Fundação São Paulo aderiu ao Pacto Ninguém se Cala, iniciativa do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e do Ministério Público do Trabalho. O documento tem como objetivo incentivar a conscientização para o enfrentamento à violência contra a mulher em todos os ambientes.
O termo de adesão, que reconhece a necessidade de potencializar a conscientização, o debate e o compromisso social para o enfrentamento e a eliminação de práticas misóginas, LGBTfóbicas, bem como quaisquer violências pautadas na cultura do estupro e com ela relacionadas, foi assinado na tarde de 13/8, em solenidade na sede do MPSP.
“Eu gosto de dizer que a gente tem o que vocês não têm e vocês têm o que a gente não tem. Só somando os esforços que vamos cada vez mais conseguir entender e atuar na prevenção”, enfatizou o Procurador-Geral de Justiça, Dr. Paulo Sérgio de Oliveira Costa.
“Sempre trabalhamos em favor da dignidade da pessoa humana e é uma alegria participar do pacto. É quase como participar de algo que a gente já vem se esforçando por fazer, se esforçando por realizar”, ressalta o Diretor Executivo da FUNDASP Rodolpho Perazzolo.
“Precisamos sensibilizar as pessoas e chamar a atenção para atitudes que não são normais. Pelo viés da educação, precisamos educar e conscientizar, aumentando o conhecimento da sociedade sobre o tema, e reforçar o combate aos crimes contra a mulher”, acrescentou a Diretora Jurídica da FUNDASP Dra. Ana Paula Grillo.
“A adesão da Fundação São Paulo não é apenas simbólica, mas representa um compromisso concreto e efetivo em prol da construção de um ambiente de trabalho e de convivência social livre de violência, assédio e discriminação de gênero”, afirmou a Procuradora-Chefe do Trabalho Vera Lúcia Carlos.
Prevenção, repressão e apoio
O Pacto Ninguém se Cala pauta-se pela adoção de ações e iniciativas de caráter preventivo e repressivo, orientadas pela perspectiva de gênero, visando apoiar as vítimas no enfrentamento da cultura do estupro, em suas diversas formas de violência e do assédio de gênero ocorridos em instituições públicas, privadas, educacionais, de lazer e entretenimento, culturais e esportivas, entre outros.
Adesão da FUNDASP, que é a 133ª entidade a apoiar a ação, foi destaque no MPSP.
