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Laboratório de Psicologia Experimental é um dos destaques da graduação na PUC-SP

Aprender a lidar com processos comportamentais não apenas por meio de livros, mas também pela interação controlada com seres vivos. O Laboratório de Psicologia Experimental (Labex) é um dos diferenciais da formação oferecida pela PUC-SP. Nele, estudantes, docentes e pesquisadores, desde a graduação até a pós-graduação, podem realizar seus estudos em uma das principais áreas da Psicologia, que é a Análise do Comportamento.

Com inscrições abertas para o Vestibular de Verão e início das aulas no primeiro semestre de 2027, o curso de Psicologia da PUC-SP é um dos mais tradicionais do país. Coordenador o Labex, o prof. Emerson F. da Costa Leite ressalta que o conhecimento teórico é melhor consolidado a partir da prática de manipular condições ambientais e ver que mudanças ocorrem no comportamento do indivíduo, habilidade essencial posteriormente tanto ao pesquisador em Psicologia quanto ao aplicador da Psicologia nos ambientes clínico, educacional, empresarial, hospitalar, esportivo etc. “Nesse sentido, as aulas práticas no laboratório fogem do modelo tradicional de aulas expositivas, seguindo a modernização do ensino com métodos ativos”, destaca.

Totalmente renovado pela FUNDASP, o Labex fica no campus Monte Alegre e conta com dois laboratórios, três salas de pesquisa, uma sala para técnicos, uma área de lavagem, depósito e descarte de materiais, além do biotério.

O investimento realizado pela Mantenedora coloca a PUC-SP em vantagem sobre outras Instituições de Ensino Superior (IES). “Apesar de o método experimental ser uma tradição importante na história do ensino e da produção de conhecimento em Psicologia, contemporaneamente, muitos Laboratórios de Psicologia Experimental que realizavam pesquisa básica foram fechados nas últimas décadas”, lamenta o prof. Emerson. Para ele, tal realidade expressa um conflito entre uma perspectiva mercantilista de Educação, muitas vezes disfarçada de argumentos éticos e morais, e uma perspectiva que reconhece a importância desta tradição para o avanço da Psicologia científica.

O coordenador do Labex PUC-SP explica que, em essência, o que se faz em um Laboratório desse tipo é aprender a mudar o comportamento de variadas formas. “Isso só pode ser feito na interação com organismos vivos que estão se comportando, de preferência partindo do mais simples ao mais complexo, o que envolve iniciar pelo uso de animais e então, a partir de bases mais sólidas, avançar para o estudo dos mesmos processos no ser humano”, afirma.

Este é outro motivo apontado pelo prof. Emerson para muitas IES fecharem seus laboratórios, ao contrário da PUC-SP, na qual a Mantenedora investiu na infraestrutura, e que segue rigorosamente a legislação que regula o uso de animais em ensino e pesquisa.

“Outro fator que afeta a existência de laboratórios de Psicologia Experimental é a rigorosa e bem-vinda regulamentação das atividades científicas, principalmente com animais, o que é visto por nós como um avanço importante para o cuidado e bem-estar destes em pesquisa e ensino. Apesar de muito bem-vindo, esse rigor implica na necessidade de maior investimento pelas Universidades, e o que ocorre é que nem sempre a qualidade do ensino e pesquisa tem sido priorizada em outras instituições”, ressalta o prof. Emerson.

O órgão governamental que regulamenta as práticas de ensino e pesquisa envolvendo o uso de animais no Brasil é o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Ela dispõe sobre princípios, restrições, condições obrigatórias de infraestrutura, capacitação de pessoal e procedimentos para avaliação dos aspectos éticos envolvidos nas atividades com animais. “Na PUC-SP, estas regras são totalmente observadas e cumpridas por docentes, técnicos e estudantes.”, afirma o coordenador do Labex.

Para a PUC-SP, a decisão por manter o trabalho com os animais é fundamentada nos efeitos desta prática na formação dos estudantes, justificando sua manutenção pelos ganhos pedagógicos e científicos. “A possibilidade de investigar as relações do indivíduo com seu ambiente em um laboratório com animais sob condições mais simples e isoladas torna os processos mais evidentes ao estudante e ao pesquisador, que devem não apenas ser capazes de observar, identificar e descrever esses processos, mas principalmente de agir de modo a interferir neles. Daí a impossibilidade de substituir a experiência com animais por simulações ou vídeos ilustrativos ou limitar o estudo experimental do comportamento à pesquisa com seres humanos, que, apesar de sua clara importância, apresentaria muitas limitações ao controle experimental”, ressalta o prof. Emerson.

 

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